Conheci um rapaz. Nós falámos. Apaixonámo-nos. Foi épico. Depois acabou. E recomeçou. E acabou outra vez. Depois de algum tempo a realidade disse-me que não tinha acabado de todo , que tinha acabado de começar. Tudo o que sentia estava escondido. E volta sempre. Foste o primeiro. Não me esqueço disso.
É no mínimo desesperante ter alguém ao nosso lado que muda de ideias a cada instante conforme as circunstâncias. O que importa é aprender a viver com o que nos aparece e, mais importante, acreditar que o mundo está cheio de soluções e coisas boas pela frente. O resto é palhinha!
"I could tell you that i wont hurt you this time
but it's just safer to keep you in this heart of mine"
Há uma diferença enorme na tua mudança à medida que o tempo passou. Cá da pessoa tímida, que se importa, que está cá bem presente e de pés assentes algures numa nuvem que aparece de vez em quando num dia de Verão? Que estranho ver que és extremamente seguro, inteligente da maneira mais sedutoramente divertida, presente e distante ao mesmo tempo como quem tem de pensar em muitas coisas, e ao mesmo tempo prestar a máxima atenção a uma coisa só. Não sei porquê... Só achei estranho. Mas é bom ver que não te importas demasiado.
“Did I say I'm just a girl?
One kiss from you and I'm drunk up on your potion”
Um dia tão só.... Foi como se o meu corpo estivesse afundado num mar de angústia e desespero. O dia mais só da minha vida perdurará nos confins do pensamento e da dor moral, daqueles que por exelência me veneram. Este dia existiu, sentiu-se pelas barreiras de escuridão que me perseguiram durante a vida.
Todos aqueles que me rodeiam tornaram-nas maiores, mais profundas, mais escuras a cada passo que dava, exasperando-me,fazendo da minha infelicidade a felicidade de muitos.
Renasci para entrar numa era de felicidade primordial, contagiando de raiva e dor, todos aqueles que me atingiram de uma forma tão maléfica. O mal dos outros passou a ser a minha felicidade.
Vazio. Foi o que encontrei. Será que tive alguma satisfação em fazer mal aos que outrora me rogaram pragas ? Não. Mais uma vez caí no vazio.
Caí no chão que parecia não existir, magoei-me e voltei a erguer-me. Senti-me suja e desesperada. E se tudo tivesse sido diferente ? E se eu tivesse sido a pessoa que procuravas? Tudo perguntas para as quais nunca terei resposta.
Encontrei uma luz no meio da escuridão. Apercebi-me de que o amor é uma ponte lançada num mar de almas. Se te fores embora, eu irei contigo. Se morreres, eu morrerei contigo.
Não há beleza perfeita que não contenha algo de estranho nas suas proporções, mas tu, meu príncipe, meu amor, és a cópia perfeita de uma beleza perfeita e infinita.
É um mistério como uma pessoa pode estar fortemente ligada a outra que nunca viu ou tocou. Podem oferecer-me o mundo, prometer-me grandes luxos e confortos, uma vida eterna livre de preocupações e até os maiores males do mundo sem sofrer castigo, mas continuo a ser eu, fiel, irrefutavelmente fiel, a ti, que estás longe e que um dia passarás por mim, dar-te-ei o mais sincero sorriso e aí saberei que encontrei o que me faltava.
Tentam mexer com a minha cabeça e manter-me na mesma gaiola de sempre. Não vou cair, não vou esconder-me; vou manter-me livre como um passarinho e pôr as vossas cabeças deambulantes a andar por caminhos desconhecidos coma ajuda dos meus grandes olhos verdes. E não há escapatória.
Estou ligada constantemente ao sobrenatural. Persegue-me. Apenas me assusto com o que não consigo ver nem tocar. O amor é sobrenatural, a felicidade é sobrenatural, a paixão é sobrenatural, o ódio é sobrenatural, as forças de atracção, boas energias, más energias... Não existe meio termo. São tsumanis de lágrimas, terramotos de raiva, sismos de tristeza e confusão, vento forte de aborrecimento puro, derrocadas de desilusão, glaciares de vazio em contraste com borboletas de paixão, amor ardente, praias de auto-estima, sol brilhante de felicidade, de confiança que permanecem a toda a hora comigo como um amuleto que assegura a minha in ou felicidade. Tudo tem o seu toque de magia. Não quer dizer que não me leve à exaustão.
Não é de todo mentira que a paixão é uma droga pesada que quando misturada nos dá alucinações do além. Experimenta uma só vez. Não vais querer apenas mais. Vais querer todos os dias, a cada milésimo de segundo numa quantidade excessiva cada vez maior.
- Ouve, gosto dele. É inteligente, agressivo, o meu braço direito. Podia levar a empresa Parish & Comunications ao século XXI.
- E o que há de errando com isso? – perguntou ela com alguma confusão envidraçada no rosto.
- Para mim nada. Estou falando de ti. Não é sobre o que dizes sobre o Drew, é sobre o que não dizes. – falou o lado paternal e perocupado do pai.
- Se calhar não me andas ouvindo.
- Oh sim, escuto. Não há uma gota de emoção, nem o mínimo entusiasmo. Mostram a paixão de dois pinguins. Quero ver-te arrebatada, flutuar, cantar extasiada, dançar como um dervixe.
- Só isso? – respondeu ela com alguma surpresa e satisfação perante aquele pedido invulgar do pai.
- Sim. Sê delirantemente feliz ou predisposta a ser.
- Ser delirantemente feliz. Vou fazer o meu melhor.
- Sei que parece pieguice, mas amor é paixão, obcessão por alguém sem o qual não se pode viver. Atira-te de cabeça. Ama alguém que te corresponda de volta. Como vais encontrá-lo? Bem, esquece a cabeça e segue o coração. Eu não estou ouvindo nenhum coração. A verdade é que sem isso a vida não faz sentido. Terminar a longa jornada sem nos termos apaixonado profundamente... Bem, seria como nunca ter vivido. Tens de tentar, porque se não tentares, então não viveste.
- Ok, desculpa. Podes dizer-me de novo? Mas desta vez a parte mais curta.
- Mantém-te de mente aberta. Quem sabe? O céu pode-se abrir.
Eu imagino que sinto o que não sinto e que acabo por sentir porque imaginei que sentia sentimentos reais que não eram sentidos pelo coração, mas sentidos no intelecto através do fingimento de sentimentos que não são meus, mas da minha cabeça capaz de criar sentimentos falsos que afinal são sentidos, o que faz com que não seja mentirosa quando digo que sinto.
O sentimento que se encontra mais patente em mim é o de alívio. Era mesmo o que estava a precisar - que 2010 acabasse depressa e começasse 2011 com pilhas novas. Foi defenitivamente a melhor passagem de ano de sempre...
Pergunto-me imensas vezes se terei nascido no mundo certo. Eu vivo a tentar reparar os danos que as outras pessoas fazem e as desgraças que acontecem à minha volta com tanta facilidade como a chuva cai do céu. É pedir muito que receba alguma atenção e agradecimento sem que logo depois me atirem à cara que não sou o suficiente? Onde é que ficam os meus erros no meio disto tudo? Quem é que os vai reparar por mim? Quem é que me vai reparar a mim depois de ver mais mal nas pessoas que bem? É cansativo analisar as situações, é complicado ter de ler a mente das pessoas, é difícil saciar o que é quase insaciável. Vou crescer assim, a analisar, a perceber o porquê e a repor as peças que faltam. O problema é que aquilo que consegue perceber tudo, como um artista que capta emoções, vem e vai depressa. É mais descartável do aquilo que penso. E afinal, o que é que querem de mim?
Os ricos vão sempre se juntar com ricos, inteligentes com inteligentes, pobres com pobres, burros com burros, tolos com tolos, futeis com futeis, falsos com falsos, pobres de espírito com pobres de espírito... Enfim, uma montanha de possibilidades aguarda. Ainda ontem quando saía da escola, ouvi um rapaz do 9ºano a dizer que o facebook tinha mudado completamente a cadeia alimentar. Esforcei-me p'ra não me desatar a rir. E vejam só...pura verdade! E como já disse, não se mistura água com azeite, por isso o que não presta vai ficar sempre com o que não presta. Afinal de contas o facebook também junta os pares ideais.
Costumava gostar imenso dos teus olhos. Eram cor de mel, não amarelos, não verdes, mas num dourado que brilhava especialmente à luz do Sol ou quando ficavas com a felicidade estampada na cara. Mas como tudo o que é doce acaba, o mel não foi excepção.
Há quem veja as coisas por dentro, há quem perceba o que a maioria não vê, como um artista que cria uma obra primordial descarregando emoções ou como uma criança que cria amigos imaginários e perfeitos no seu conteúdo. Por outro lado, há quem dê valor ao que está fora da substância, como quem analiza o valor de cada coisa e lhe atribui o valor apropriado. Pelo que experimentei, ficaria com quem prefere o espírito. Mas se pudesse pensar duas vezes, ficar com quem consegue perceber a que está fora, seria algo igualmente bom. Já é tempo de queimar este capítulo turbulento e voltar a escrever um novo, desta vez com um aspecto mais saudável e com muito menos erros pelo meio. A inocência não dura sempre e a minha foi esmagada num ápice. Só tenho de a voltar a restaurar.